Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu é um território de extremos: aqui a natureza alcança uma grandiosidade que desafia qualquer descrição, enquanto a maior usina hidrelétrica do planeta — durante décadas, a maior do mundo — ergue-se a poucos quilômetros das cataratas. Esta experiência desafia os alunos a confrontar, ao vivo, a tensão entre preservação e desenvolvimento, entre patrimônio natural e progresso econômico. O Parque Nacional do Iguaçu, Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, protege um dos maiores remanescentes contínuos de Mata Atlântica da América do Sul — e é o ponto de partida de uma jornada que atravessa ecologia, geopolítica, energia, cultura indígena e direitos humanos. A pergunta que atravessa toda a experiência não tem resposta fácil: quando o desenvolvimento de uma nação exige sacrifícios, quem os paga — e quem decide?
Principais Temas Abordados
Patrimônio Natural e Consciência Planetária: As Cataratas do Iguaçu são reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade — uma das mais extraordinárias manifestações da força da água no planeta. Estudar esse patrimônio é compreender por que certos territórios pertencem à humanidade como um todo, e qual é nossa responsabilidade coletiva na sua proteção.
Biodiversidade da Mata Atlântica: O Parque Nacional do Iguaçu abriga um dos maiores remanescentes contínuos de Mata Atlântica da América do Sul, com espécies endêmicas em risco de extinção. Aqui os alunos compreendem o que significa diversidade biológica em campo — e o que se perde quando ela é destruída.
Energia, Desenvolvimento e Impacto: A Usina Hidrelétrica de Itaipu é uma obra de engenharia monumental — e também um símbolo das contradições do desenvolvimento. Sua construção implicou o alagamento de ecossistemas únicos, o deslocamento compulsório de comunidades ribeirinhas e a remoção de povos indígenas. Compreender Itaipu é compreender que progresso tem custos — e que esses custos raramente são pagos por quem mais se beneficia.
A Tríplice Fronteira: O encontro entre Brasil, Argentina e Paraguai em Foz do Iguaçu é uma janela única para refletir sobre fronteiras, circulação de pessoas e mercadorias, integração regional e diversidade cultural na América Latina. O Marco das 3 Fronteiras é mais do que um monumento — é um ponto de partida para questões geopolíticas.
Agronegócio e Transformações do Território: O entorno de Foz do Iguaçu é também território de intensa atividade agrícola. A visita a uma fazenda agrícola permite aos alunos compreender as cadeias produtivas do agronegócio brasileiro, as tecnologias envolvidas e as questões relacionadas ao uso da terra, à biodiversidade e à soberania alimentar.
Povos Indígenas Guarani: Os Guarani habitam a região há milênios e suas comunidades convivem, com tensões, com os impactos do turismo, da usina e da expansão agrária. Esta experiência valoriza os modos de vida, os saberes e as perspectivas indígenas, dialogando diretamente com a metodologia Global Perspectives.